Há algo de único na opressão que as fêmeas sofrem, isso é muito pouco abordado mas é ao mesmo tempo fundamental para compreender porque essa opressão não pode ser tratada como as outras e porque a identidade tem um papel diferente nessa opressão.
O proletariado é definido pelo seu trabalho não pela exploração dele. É um orgulho para o trabalhador do campo e para o trabalhador da cidade que produzam e construam a sociedade. Sem o capitalismo o trabalhador ainda é trabalhador, o trabalhador não depende do capitalismo para ser chamado trabalhador. Não é o capitalismo que instituiu o trabalhador, o trabalhador existe antes do capitalismo, o trabalhador existe pra além do capitalismo, o trabalhador é mais que o capitalismo.
O negro tem uma identidade enquanto negro, tem uma ancestralidade, tem terras, línguas, religiões, vestes, músicas e muito mais. O negro, assim como outros povos colonizados, tem algo que pode proteger pois a identidade que o branco impôs não é o que o define, o negro existia antes do branco, o negro existe pra além do branco, o negro é mais que o branco. Ainda que o branco destruísse toda uma cultura os sobreviventes do massacre tem uma história para contar e para a qual retornar ou mesmo reconstruir ou reinventar. Há uma identidade.
Certa vez li a frase "Os negros não são descendentes de escravos", o contexto da frase é que antes de serem escravos os negros eram um povo. A mulher porém é escrava, é precisamente isso que define a mulher. A mulher não tem uma história que antecede sua opressão, a história da mulher é a história da sua opressão e da sua sobrevivência. Mulher não é o nome de uma identidade, é o nome de uma opressão. Não existe uma cultura da mulher, a cultura da mulher é um épico de sobrevivência, a primeira história heroica escrita.
A base da opressão da mulher é a identidade, ou mais especificamente a ausência dela. A mulher é um não-homem, é um objeto de desejo do homem, uma puta a ser penetrada, um útero a ser fecundado, uma esposa a ser explorada, uma mãe pra cuidar do mundo e uma velha pra ser descartada como uma louca coitada quando seu prazo de validade acabar. Como nada foi criada, como nada vive e como nada morre.
O homem não detém meios de produção ou armas superiores com as quais ele mantém a mulher no lugar de oprimida, mas o homem manipula o discurso que sustenta a ilusão de que a mulher é diferente dele. O discurso hierárquico do homem-ego-gente que submete a mulher-coisa-objeto. A hierarquia de gênero se mantém através de todas as raças e modos de produção porque ela, ao contrário dessas outras, é uma ilusão.
A materialidade da opressão de gênero é o discurso do opressor, ainda que a mulher tenha acesso às mesmas armas que o homem o ódio é propriedade privada do homem e o perdão da mulher, ela vai sempre perder. Toda e qualquer ideologia que sustenta ou reforça a diferença entre os gêneros é uma ideologia de manutenção da opressão contra a mulher. Ser trabalhador é a identidade do trabalhador, ser negro é a identidade do negro, mas ser mulher não é a identidade da mulher, ser mulher é justamente a anulação da identidade do ser que é "mulherizado".
A mulher não é oprimida pelo homem enquanto mulher, não há mulher, mulher é apenas um sinônimo para não-gente, para anulação, para inexistência, para desidentidade. Existe todo o tipo de variação anatômica entre os seres humanos, dos tipos mais diversos, mas a vagina foi escolhida como critério para dissolver metade dos seres humanos até sobrar só a submissão ao desejo do falo. Assim a maior força da mulher é criar uma identidade que se oponha a tudo isso, é restaurar e potencializar aquilo que tentaram apagar e com a mesma base que usam pra apaga-la, seu corpo.
O resgate da identidade da mulher como ser humano é a sua arma de luta contra a opressão e sua arma de luta contra a opressão é o resgate da sua identidade como ser humano. Uma identidade que não exista em relação ao desejo do homem, que não tenha como referência o desejo do homem, nem para o conformar e nem para o deformar, mas para abandonar. É necessário a separação e o distanciamento do homem para que essa distância abrigue um vácuo e esse vácuo torne o discurso do homem mudo.
Assim, o transativismo e o queer são necessariamente inimigos da luta da mulher pois são diretamente opostos à libertação da mulher. Essas movimentos querem trazer a ideia de mulher como a do negro e do trabalhador, como se a identidade imposta à mulher fosse de fato sua identidade, uma identidade da qual deva se orgulhar, ignorando completamente que essa identidade foi dada pelo opressor.
A mulher se orgulhar de ser feminina (feminilidade aqui no sentido do ritual de submissão imposto pelo patriarcado) não é como o negro se orgulhar dos Orixás ou trabalhador se orgulhar da contribuição que ele traz para a sociedade, seria como o negro se orgulhar de grilhões ou trabalhadores se orgulharem de um salário miserável. Aceitar que exista uma identidade feminina não é como aceitar uma identidade de negro ou de trabalhador é aceitar que existe uma identidade de escravo ou de explorado.
Um movimento que queira validar e fortalecer a desidentidade chamada mulher como se fosse uma identidade é um movimento patriarcal que existe apenas para roubar, matar e destruir.
Transfada Madrinha
domingo, 26 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Física QUEERântica: A mulher de Schrödinger
[Trecho editado do artigo presente na Wikipedia] "O Gato de Schrödinger é uma experiência mental, frequentemente descrita como um paradoxo, desenvolvida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger, em 1935. No exemplo, há um gato encerrado em uma caixa, de forma a não estar apenas vivo ou apenas morto, mas sim "morto-vivo".
Por sua vida supostamente atrelar-se a um evento aleatório quântico, um gato "vivomorto" surge como reflexo de um estado quântico. Em termos técnicos, o estado "vivomorto" (claramente distinto do estado vivo e distinto do estado morto) compõe-se pelo emaranhamento desses dois estados e constitui de fato, segundo o que se busca elucidar, a situação do gato no experimento, ao menos enquanto o sistema permanecer fechado, sem ser observado.
O experimento também traz à tona questionamentos quanto à natureza do "observador" e da "observação" na mecânica quântica; se você, pelo fato de abrir a caixa e deparar-se com um gato morto, é ou não o responsável pela sua morte. Foi no transcurso desse experimento que Schrödinger criou o termo Verschränkung (em português, entrelaçamento)."
Dada a introdução eu diria que no caso específico da mulher seria melhor descrever seu entrelaçamento como quântico-social e existente-inexistente além de vivo-morto.
Quando o patriarcado funda sua opressão ao criar a casta sexual das mulheres à partir do seu potencial para desenvolver um organismo capaz de ser fecundado pelos machos ele já determina o primeiro ponto para dissolver a mulher, pois assim a mulher não é nada, ela é um potencial, e não é um potencial de ser ela mesma, é um potencial de servir ao outro. Esse é seu primeiro "entrelaçamento", a mulher, até que sirva de alguma forma para o patriarcado, existe e não-existe, dependendo apenas do observador, no caso, o macho, para direcionar sua atenção a ela e torna-la existente.
Esse não é porém o único estado "vivo-morto" da mulher, infelizmente. Além da mulher depender de que o macho a defina como mulher, como potencial para existir para ele, há uma necessidade constante de manutenção do seu estado como mulher para que a mulher continue sendo assim definida pelo macho. Há uma série de rituais de submissão, compilados sob o nome de feminilidade, que determinam que uma mulher continue sendo foco do homem e assim permaneça no estado "vivo" ou "existente".
Uma crueldade implícita está aí, pois o mesmo observador, ou seja, macho, que determina o estado "vivo" ou "existente", também determina o estado "morto" ou "inexistente". Estar sob o olhar do observador é ao mesmo tempo uma condição de vida-existência e de morte-inexistência. Essa condição de viver sob essa crueldade se tornou então um poder para que a mulher lutasse contra seu estado de "entrelaçamento" imposto pelo patriarcado, pois algo bem definido estava ali, a opressão praticada contra ela, independente do seu estado. O opressor sabotou seu próprio plano ao deixar algo muito bem definido, determinado, fixo, invariável.
O opressor então surgiu com um plano para corrigir esse deslize, o Queer. O queer vem como arma do patriarcado para impor à opressão que a mulher vive um estado de "entrelaçamento" onde ela existe e não existe. A condição de ser mulher que em um certo momento era confrontada por poder ser definida pela sua opressão agora, no queer, é a opressão mas é também oprimir, deter privilégios, o famoso "privilégio cis". No queer a mulher é mulher mas também pode não ser, pode ser homem, pode não ser nada, pode ser várias coisas.
A grande questão aqui é que indefinida, a não ser pelo seu opressor, a mulher sempre foi no patriarcado, o queer não traz nada de novo nessa área, só vem retomar e fortalecer essa condição de existência-quântico-indefinida. Sem o queer o patriarcado não tem como dissolver a mulher, porque a mulher vê o que há de inevitavelmente constante nesse suposto sistema aleatório, que é a opressão imposta pelo macho, seu observador.
O gato de Schrödinger existe independente do observador, na verdade é o observador que depende do gato pra se definir, e é isso que o observador, com seu discurso pseudo-físico, quer ocultar. Não é o gato que pode morrer quando o observador abre a caixa, é Schrödinger que pode deixar de existir quando perceber sua existência dependia de um evento aleatório quântico determinado pelo gato.
Se a mulher compreender que a constante do seu estado "entrelaçado" é o macho, e não deixar o queer dissolver a constante da sua opressão então ela vai sair da caixa, bem existente e bem viva, não num estado "entrelaçado", não morta-viva, não indefinida, e vai olhar para o seu observador, o macho, e o observador é que vai se dissolver. Se a mulher não se dobrar ao queer, se abraçar o absoluto da opressão que sofre para controntá-la de maneira bem definida quem se torna dependente do seu olhar observador é o patriarcado de Schrödinger.
Por sua vida supostamente atrelar-se a um evento aleatório quântico, um gato "vivomorto" surge como reflexo de um estado quântico. Em termos técnicos, o estado "vivomorto" (claramente distinto do estado vivo e distinto do estado morto) compõe-se pelo emaranhamento desses dois estados e constitui de fato, segundo o que se busca elucidar, a situação do gato no experimento, ao menos enquanto o sistema permanecer fechado, sem ser observado.
O experimento também traz à tona questionamentos quanto à natureza do "observador" e da "observação" na mecânica quântica; se você, pelo fato de abrir a caixa e deparar-se com um gato morto, é ou não o responsável pela sua morte. Foi no transcurso desse experimento que Schrödinger criou o termo Verschränkung (em português, entrelaçamento)."
Dada a introdução eu diria que no caso específico da mulher seria melhor descrever seu entrelaçamento como quântico-social e existente-inexistente além de vivo-morto.
Quando o patriarcado funda sua opressão ao criar a casta sexual das mulheres à partir do seu potencial para desenvolver um organismo capaz de ser fecundado pelos machos ele já determina o primeiro ponto para dissolver a mulher, pois assim a mulher não é nada, ela é um potencial, e não é um potencial de ser ela mesma, é um potencial de servir ao outro. Esse é seu primeiro "entrelaçamento", a mulher, até que sirva de alguma forma para o patriarcado, existe e não-existe, dependendo apenas do observador, no caso, o macho, para direcionar sua atenção a ela e torna-la existente.
Esse não é porém o único estado "vivo-morto" da mulher, infelizmente. Além da mulher depender de que o macho a defina como mulher, como potencial para existir para ele, há uma necessidade constante de manutenção do seu estado como mulher para que a mulher continue sendo assim definida pelo macho. Há uma série de rituais de submissão, compilados sob o nome de feminilidade, que determinam que uma mulher continue sendo foco do homem e assim permaneça no estado "vivo" ou "existente".
Uma crueldade implícita está aí, pois o mesmo observador, ou seja, macho, que determina o estado "vivo" ou "existente", também determina o estado "morto" ou "inexistente". Estar sob o olhar do observador é ao mesmo tempo uma condição de vida-existência e de morte-inexistência. Essa condição de viver sob essa crueldade se tornou então um poder para que a mulher lutasse contra seu estado de "entrelaçamento" imposto pelo patriarcado, pois algo bem definido estava ali, a opressão praticada contra ela, independente do seu estado. O opressor sabotou seu próprio plano ao deixar algo muito bem definido, determinado, fixo, invariável.
O opressor então surgiu com um plano para corrigir esse deslize, o Queer. O queer vem como arma do patriarcado para impor à opressão que a mulher vive um estado de "entrelaçamento" onde ela existe e não existe. A condição de ser mulher que em um certo momento era confrontada por poder ser definida pela sua opressão agora, no queer, é a opressão mas é também oprimir, deter privilégios, o famoso "privilégio cis". No queer a mulher é mulher mas também pode não ser, pode ser homem, pode não ser nada, pode ser várias coisas.
A grande questão aqui é que indefinida, a não ser pelo seu opressor, a mulher sempre foi no patriarcado, o queer não traz nada de novo nessa área, só vem retomar e fortalecer essa condição de existência-quântico-indefinida. Sem o queer o patriarcado não tem como dissolver a mulher, porque a mulher vê o que há de inevitavelmente constante nesse suposto sistema aleatório, que é a opressão imposta pelo macho, seu observador.
O gato de Schrödinger existe independente do observador, na verdade é o observador que depende do gato pra se definir, e é isso que o observador, com seu discurso pseudo-físico, quer ocultar. Não é o gato que pode morrer quando o observador abre a caixa, é Schrödinger que pode deixar de existir quando perceber sua existência dependia de um evento aleatório quântico determinado pelo gato.
Se a mulher compreender que a constante do seu estado "entrelaçado" é o macho, e não deixar o queer dissolver a constante da sua opressão então ela vai sair da caixa, bem existente e bem viva, não num estado "entrelaçado", não morta-viva, não indefinida, e vai olhar para o seu observador, o macho, e o observador é que vai se dissolver. Se a mulher não se dobrar ao queer, se abraçar o absoluto da opressão que sofre para controntá-la de maneira bem definida quem se torna dependente do seu olhar observador é o patriarcado de Schrödinger.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Parasitismo
O transativismo assim como todas invenções dos homens pelos homens só sobrevive parasitando as mulheres. O homem tem uma união fantástica quando o assunto é oprimir as mulheres, mas quando você remove o fator mulher da equação os homens rapidamente se voltam uns contra os outros e começam a se destruir.
A própria "rivalidade feminina" é na verdade uma projeção da rivalidade masculina sobre a mulher, uma projeção como todo o resto que o macho impõe sobre a fêmea, incluindo a feminilidade. A rivalidade original é a "rivalidade masculina" e isso fica evidente em como estão sempre em situação de disputa uns com os outros sobre qual é o mais forte, ou tem o maior exército ou o maior pênis.
Similarmente no meio trans os homens continuam a sua disputa, aqui, explicitando mais ainda que a "rivalidade feminina" é uma projeção imposta por eles pois passam a disputar quem é a mais linda, a mais feminina, a que usa o maior salto, a que tem o maior cabelo, o maior silicone... enfim, constante situação de disputa, de competição, de ver quem tomba mais, lacra mais, brilha mais e pisa mais (de salto agulha).
Como um movimento como o transativismo poderia vir a existir com toda essa futilidade e competição? A resposta é simples, jamais poderia existir. E digo mais, se o transativismo vier a ser o movimento das mulheres trans ele se dissolve quase que de imediato, a lacração entra em estado de autodestruição e o movimento se implode. O que permite aos homens viverem todas as suas situações de disputa autodestrutivas é que eles parasitam as mulheres.
Homens lutam no MMA do UFC, brigam na rua, fazem guerras, carregam mais sacos de cimento pra mostrar que são fortes, se arriscam pra provar sua virilidade porque no fim, quando se arrebentam todos, são cuidados pelas mulheres. Os homens são como avatares da morte que se alimentam das fontes de vida para por alguns instantes parecerem vivos.
Homens, e aqui se inclui as "mulheres trans", são como vampiros que destituídos de qualquer força motriz de vida bebem o sangue de quem esbanja vitalidade, ou seja, as mulheres, e abastecidos com esse sangue parecem ter todo o tipo de superpoderes, parecem ser seres excepcionais. Mas esses seres excepcionais tem duas fraquezas básicas: Morrem se não puderem sugar o sangue de algum ser vivo e se queimam se foram expostos, colocados na luz.
Assim, fica claro de porque o transativismo não existe e não quer existir como movimento separado. É porque é impossível. O parasitismo do transativismo sobre o feminismo é uma necessidade, é condição básica de sua existência. Se o transativismo se desvincular do feminismo toda a sua futilidade e natureza masculinista se tornará escandalosamente exposta.
Se as mulheres não sustentarem todo o ódio e competição dos homens uns contra outros eles se voltam contra si e se acabam em guerra, a história é prova disso.
A própria "rivalidade feminina" é na verdade uma projeção da rivalidade masculina sobre a mulher, uma projeção como todo o resto que o macho impõe sobre a fêmea, incluindo a feminilidade. A rivalidade original é a "rivalidade masculina" e isso fica evidente em como estão sempre em situação de disputa uns com os outros sobre qual é o mais forte, ou tem o maior exército ou o maior pênis.
Similarmente no meio trans os homens continuam a sua disputa, aqui, explicitando mais ainda que a "rivalidade feminina" é uma projeção imposta por eles pois passam a disputar quem é a mais linda, a mais feminina, a que usa o maior salto, a que tem o maior cabelo, o maior silicone... enfim, constante situação de disputa, de competição, de ver quem tomba mais, lacra mais, brilha mais e pisa mais (de salto agulha).
Como um movimento como o transativismo poderia vir a existir com toda essa futilidade e competição? A resposta é simples, jamais poderia existir. E digo mais, se o transativismo vier a ser o movimento das mulheres trans ele se dissolve quase que de imediato, a lacração entra em estado de autodestruição e o movimento se implode. O que permite aos homens viverem todas as suas situações de disputa autodestrutivas é que eles parasitam as mulheres.
Homens lutam no MMA do UFC, brigam na rua, fazem guerras, carregam mais sacos de cimento pra mostrar que são fortes, se arriscam pra provar sua virilidade porque no fim, quando se arrebentam todos, são cuidados pelas mulheres. Os homens são como avatares da morte que se alimentam das fontes de vida para por alguns instantes parecerem vivos.
Homens, e aqui se inclui as "mulheres trans", são como vampiros que destituídos de qualquer força motriz de vida bebem o sangue de quem esbanja vitalidade, ou seja, as mulheres, e abastecidos com esse sangue parecem ter todo o tipo de superpoderes, parecem ser seres excepcionais. Mas esses seres excepcionais tem duas fraquezas básicas: Morrem se não puderem sugar o sangue de algum ser vivo e se queimam se foram expostos, colocados na luz.
Assim, fica claro de porque o transativismo não existe e não quer existir como movimento separado. É porque é impossível. O parasitismo do transativismo sobre o feminismo é uma necessidade, é condição básica de sua existência. Se o transativismo se desvincular do feminismo toda a sua futilidade e natureza masculinista se tornará escandalosamente exposta.
Se as mulheres não sustentarem todo o ódio e competição dos homens uns contra outros eles se voltam contra si e se acabam em guerra, a história é prova disso.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Sorvete ou a vida dela?
Porque eu produzo tanto texto contra o transativismo? Porque o transativismo pra mim soa como se estivessem me fazendo a pergunta título: Sorvete ou a vida dela? É pra mim exatamente como se me perguntassem se eu prefiro um sorvete gostoso ou salvar a vida de uma pessoa. O sorvete é uma delícia, mas a escolha pra mim é tão óbvia que eu não sei descrever de outra forma.
Antes vou contextualizar aqui como é possível que eu esteja dizendo que a dor trans é algo fútil como "sorvete" em comparação com a vida das mulheres. Não vou diminuir a dor da vivência trans visto que o conhecimento do feminismo radical me trouxe angústia de morte, literalmente, não me matei por pouco depois de descobrir que eu "não era o que eu era". Essa dor passou mas uma completa falta de propósito e sentido na vida permaneceu, até hoje, foi como "desexistir".
"Nossa Julia como você pode então comparar essa sua vivência com um simples agrado?" É porque essa comparação seria a comparação que o transativismo gostaria que fosse feita, como se a escolha trans fosse entre a vida delas e a vida das mulheres e não é essa a verdade. Quem trás essa dor e essa morte às mulheres trans é o patriarcado e de modo mais individual os homens "padrão", não é o conhecimento da realidade das castas sexuais. Culpar as mulheres e tentar coloca-las subservientes pela empatia induzindo as pessoas a pensar que as trans precisam escolher entre a vida delas e a das mulheres é uma chantagem típica do patriarcado.
Então o que eu chamo de "sorvete" não é a possibilidade de me livrar de todo o preconceito e ter minha existência "tal como é" reconhecida e respeitada, não é isso que o transativismo oferece. O transativismo oferece um agradinho gostoso, um ambiente alienante, fascista, venenoso e que coloca nosso ego nas alturas. Então sim, o que o transativismo oferece é um "sorvete", não é libertação, não é nada material que mude a vida de pessoas trans, é uma bajulação psicopata-nacísica.
O preço dessa bajulação é a vida de milhares de mulheres (ou se o transativismo for bem sucedido milhões). Eu não gosto de diminuir as coisas, o transativismo custa, senão a vida das mulheres, sua sanidade e existência enquanto sujeito. E isso não é exagerar as coisas. Basta conversar com as meninas que apoiam o transativismo, muitas já não são mais críticas, foram reprogramadas para repetir frases prontas, como robôs, e lutar até a morte para defender seus transopressores. Odeiam profundamente mulheres que defendem mulheres, ou seja, as únicas pessoas que poderiam resgatá-las do seu sequestro emocional.
Se eu tenho que escolher entre o "sorvete" do transativismo e entre a segurança de mulheres em seus ambientes exclusivos, como eu posso sequer cogitar escolher o "sorvete"? Como eu posso dizer que sujeitar uma criança à possibilidade de ser violentada sexualmente no banheiro feminino é algo aceitável? Como eu posso cogitar a ideia de enviar criminosos que já estupraram mulheres para a cadeia feminina porque eles agora "se sentem mulher"? Como eu posso deixar que mulheres em situação de trauma precisem conviver com pessoas portadoras do órgão que as violou porque um dos seus violadores agora "é uma das garotas como qualquer outra"? Como posso deixar agressores se tornarem vítimas?
A verdade é que mesmo que a pergunta fosse: Minha vida ou vida das mulheres? Não tem uma resposta heroica aqui, esse pergunta seria uma falácia, isso é só propaganda do transativismo. Se eu confronto quem é verdadeiramente meu inimigo, o "homem padrão", nunca terei que escolher entre a minha vida e a vida das mulheres. Abolir gênero é o que salva as pessoas trans, enfrentar mulheres e coloca-las em risco é apenas servir, com fidelidade extrema, ao patriarcado.
Antes vou contextualizar aqui como é possível que eu esteja dizendo que a dor trans é algo fútil como "sorvete" em comparação com a vida das mulheres. Não vou diminuir a dor da vivência trans visto que o conhecimento do feminismo radical me trouxe angústia de morte, literalmente, não me matei por pouco depois de descobrir que eu "não era o que eu era". Essa dor passou mas uma completa falta de propósito e sentido na vida permaneceu, até hoje, foi como "desexistir".
"Nossa Julia como você pode então comparar essa sua vivência com um simples agrado?" É porque essa comparação seria a comparação que o transativismo gostaria que fosse feita, como se a escolha trans fosse entre a vida delas e a vida das mulheres e não é essa a verdade. Quem trás essa dor e essa morte às mulheres trans é o patriarcado e de modo mais individual os homens "padrão", não é o conhecimento da realidade das castas sexuais. Culpar as mulheres e tentar coloca-las subservientes pela empatia induzindo as pessoas a pensar que as trans precisam escolher entre a vida delas e a das mulheres é uma chantagem típica do patriarcado.
Então o que eu chamo de "sorvete" não é a possibilidade de me livrar de todo o preconceito e ter minha existência "tal como é" reconhecida e respeitada, não é isso que o transativismo oferece. O transativismo oferece um agradinho gostoso, um ambiente alienante, fascista, venenoso e que coloca nosso ego nas alturas. Então sim, o que o transativismo oferece é um "sorvete", não é libertação, não é nada material que mude a vida de pessoas trans, é uma bajulação psicopata-nacísica.
O preço dessa bajulação é a vida de milhares de mulheres (ou se o transativismo for bem sucedido milhões). Eu não gosto de diminuir as coisas, o transativismo custa, senão a vida das mulheres, sua sanidade e existência enquanto sujeito. E isso não é exagerar as coisas. Basta conversar com as meninas que apoiam o transativismo, muitas já não são mais críticas, foram reprogramadas para repetir frases prontas, como robôs, e lutar até a morte para defender seus transopressores. Odeiam profundamente mulheres que defendem mulheres, ou seja, as únicas pessoas que poderiam resgatá-las do seu sequestro emocional.
Se eu tenho que escolher entre o "sorvete" do transativismo e entre a segurança de mulheres em seus ambientes exclusivos, como eu posso sequer cogitar escolher o "sorvete"? Como eu posso dizer que sujeitar uma criança à possibilidade de ser violentada sexualmente no banheiro feminino é algo aceitável? Como eu posso cogitar a ideia de enviar criminosos que já estupraram mulheres para a cadeia feminina porque eles agora "se sentem mulher"? Como eu posso deixar que mulheres em situação de trauma precisem conviver com pessoas portadoras do órgão que as violou porque um dos seus violadores agora "é uma das garotas como qualquer outra"? Como posso deixar agressores se tornarem vítimas?
A verdade é que mesmo que a pergunta fosse: Minha vida ou vida das mulheres? Não tem uma resposta heroica aqui, esse pergunta seria uma falácia, isso é só propaganda do transativismo. Se eu confronto quem é verdadeiramente meu inimigo, o "homem padrão", nunca terei que escolher entre a minha vida e a vida das mulheres. Abolir gênero é o que salva as pessoas trans, enfrentar mulheres e coloca-las em risco é apenas servir, com fidelidade extrema, ao patriarcado.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Tradução: Misoginia = Uterovaginódio
Em tempos em que o termo mulher vem sendo dissolvido até perder o significado e então passa a ser ressignificado para servir aos interesses (masculinistas) do queer é importante, além de voltar ao significado original da mulher (enquanto casta sexual), voltar ao significado original de misoginia.
Misoginia = Uterovaginódio. Ou seja, misoginia é o ódio contra o útero e a vagina. Quando disse em um texto anterior que o homem instituiu a casta sexual das mulheres pela possibilidade dela desenvolver um corpo capaz de ser fecundado pelos machos, a instituição desse sistema de castas se deu justamente pela implementação do ódio contra os órgãos destinados a serem escravizados pelos machos.
A lógica é bem simples, se esses órgãos definem a casta sexual das mulheres, me refiro ao útero e à vagina, torna-se então claro que eles devem ser destituídos de valor e violentados para serem domesticados e foi exatamente isso que ocorreu. Simultaneamente o órgão sexual masculino, destinado a violentar a fêmea, foi idolatrado e imbuído de todo poder simbólico sócio-histórico-cultural.
Assim se percebe o transativismo como extensão óbvia do patriarcado ao fortalecer o desvalor da vagina e do útero além da ambição cruel de apagar completamente da existência esses órgãos. O transativismo quer transformar em primeiro lugar a vagina em um simples orifício sexual e o útero em uma peça transplantável, como se a mulher fosse apenas um dispositivo orgânico de cultuvação de úteros.
Para o transativismo a vagina é o que o homem sempre defendeu que fosse, um buraco, chegando ao ponto de dizer que um homem ter seu pênis mutilado e deformado para formar um orifício é o mesmo que ter uma vagina. Além dessa perversão do que é chamado de vagina, a vagina real, o órgão sexual e produtor da fêmea é considerado um tabu, invertendo a lógica de opressão é chamado de violência contra os machos-que-se-dizem-mulher. Isso é especialmente grave considerando que a vagina e o clitóris são mutilados e deformados pelo ódio machista em todo tipo de crime ao longo da história e até os dias de hoje. Esses órgãos hoje são secundários em termos de quantidade e qualidade de estudos e investimentos em pesquisas e produção de conhecimento científico em relação ao pênis.
O caso do útero é ainda mais grave embora felizmente a ciência ainda não tenha a capacidade de aplicar com perfeição a violência planejada pelo transativismo. Para realizar o sonho de gravidez das "mulheres trans" as mulheres são vistas como um terreno de cultivo de útero para eventual colheita e transplante. E algumas meninas, por uma suposta "empatia" (que é na verdade subserviência ao falo) já cogitam doar o útero para que o fetiche do macho-grávido se realize. Essa vontade de se apropriar do útero das fêmeas não é nada mais do que o que o macho sempre impôs sobre a fêmea, a posse do útero, apenas deixaria de ser de maneira direta para uma posse direta.
Quando o transativismo quer apagar o útero e a vagina da existência ao mesmo tempo em que se apropria deles enquanto termos que fazem parte do discurso do homem, como se útero e vagina pudessem ser do homem, ele quer na verdade apagar a mulher. Se a mulher não pode mais falar justamente da violência que o homem impôs sobre ela pra fazer a divisão das castas sexuais, ou seja, a dominação da vagina e do útero, isso significa é que a própria mulher é apagada da existência.
"Não podemos reduzir a mulher à vagina e ao útero", dizem, oras, quem reduziu metade dos seres humanos a isso ao estabelecer o sistema de castas sexuais é o patriarcado e agora ele quer apagar até isso, a intenção é não sobrar nada.
Misoginia = Uterovaginódio. Ou seja, misoginia é o ódio contra o útero e a vagina. Quando disse em um texto anterior que o homem instituiu a casta sexual das mulheres pela possibilidade dela desenvolver um corpo capaz de ser fecundado pelos machos, a instituição desse sistema de castas se deu justamente pela implementação do ódio contra os órgãos destinados a serem escravizados pelos machos.
A lógica é bem simples, se esses órgãos definem a casta sexual das mulheres, me refiro ao útero e à vagina, torna-se então claro que eles devem ser destituídos de valor e violentados para serem domesticados e foi exatamente isso que ocorreu. Simultaneamente o órgão sexual masculino, destinado a violentar a fêmea, foi idolatrado e imbuído de todo poder simbólico sócio-histórico-cultural.
Assim se percebe o transativismo como extensão óbvia do patriarcado ao fortalecer o desvalor da vagina e do útero além da ambição cruel de apagar completamente da existência esses órgãos. O transativismo quer transformar em primeiro lugar a vagina em um simples orifício sexual e o útero em uma peça transplantável, como se a mulher fosse apenas um dispositivo orgânico de cultuvação de úteros.
Para o transativismo a vagina é o que o homem sempre defendeu que fosse, um buraco, chegando ao ponto de dizer que um homem ter seu pênis mutilado e deformado para formar um orifício é o mesmo que ter uma vagina. Além dessa perversão do que é chamado de vagina, a vagina real, o órgão sexual e produtor da fêmea é considerado um tabu, invertendo a lógica de opressão é chamado de violência contra os machos-que-se-dizem-mulher. Isso é especialmente grave considerando que a vagina e o clitóris são mutilados e deformados pelo ódio machista em todo tipo de crime ao longo da história e até os dias de hoje. Esses órgãos hoje são secundários em termos de quantidade e qualidade de estudos e investimentos em pesquisas e produção de conhecimento científico em relação ao pênis.
O caso do útero é ainda mais grave embora felizmente a ciência ainda não tenha a capacidade de aplicar com perfeição a violência planejada pelo transativismo. Para realizar o sonho de gravidez das "mulheres trans" as mulheres são vistas como um terreno de cultivo de útero para eventual colheita e transplante. E algumas meninas, por uma suposta "empatia" (que é na verdade subserviência ao falo) já cogitam doar o útero para que o fetiche do macho-grávido se realize. Essa vontade de se apropriar do útero das fêmeas não é nada mais do que o que o macho sempre impôs sobre a fêmea, a posse do útero, apenas deixaria de ser de maneira direta para uma posse direta.
Quando o transativismo quer apagar o útero e a vagina da existência ao mesmo tempo em que se apropria deles enquanto termos que fazem parte do discurso do homem, como se útero e vagina pudessem ser do homem, ele quer na verdade apagar a mulher. Se a mulher não pode mais falar justamente da violência que o homem impôs sobre ela pra fazer a divisão das castas sexuais, ou seja, a dominação da vagina e do útero, isso significa é que a própria mulher é apagada da existência.
"Não podemos reduzir a mulher à vagina e ao útero", dizem, oras, quem reduziu metade dos seres humanos a isso ao estabelecer o sistema de castas sexuais é o patriarcado e agora ele quer apagar até isso, a intenção é não sobrar nada.
Transativismo e a institucionalização da Psicopatia
O transativismo e o movimento queer em geral tem defendido uma
existência autocentrada, psicopata. O centro da "existência queer" são identidades
sem base material, social ou cultural. Essas identidades das quais a
única referência é o próprio dono são dogmáticas e narcisistas colocando
o sujeito como senhor da realidade.
Diferente de identidades construídas em conjunto com o outro, com o mundo, com a materialidade, com a cultura e fortalecidas com os laços sociais de empatia essas "identidades queer" criam um isolamento alucinatório e colocam o sujeito em um mundo à parte dos outros tornando os laços empáticos cada vez mais fracos ou simulados.
O amor máximo possível numa "existência queer" é o amor narcísico, o amor por si mesmo e portanto o outro só é amado enquanto sujeito que cultua sua identidade. Da mesma forma como o único amor possível é o amor de aceitar a adoração do outro pelo seu gênero, qualquer ferida narcísica, qualquer rejeição da identidade causa uma reação violenta. E temos um enorme problema aqui porque essas identidades são instáveis e frágeis, podendo ocasionar explosões a qualquer momento, de modo imprevisível, ferindo quem está ao redor.
O transativismo e o queer vem então, sob pretexto de pregar a empatia, instituir a psicopatia dos seus integrantes onde o não aceitar a soberania da auto-identidade justifica todo tipo de barbaridade. Na verdade, qualquer um que não cultue as auto-identidades deixa imediatamente de ser gente e se torna coisa, objeto, foco de ódio, por vezes de uma comunidade inteira.
Um exemplo perfeito disso é o ódio contra as feministas radicais, pessoas que simplesmente por discordarem da soberania do gênero-nascísico-psicopata perdem o direito a falsa empatia deles e sofrem todo tipo de violência.
A existência queer-psicopata consiste em validar o narcisismo, a ausência de empatia, o comportamento de manipulação mental, emocional e até físico e a violência contra os discordantes. Essa psicopatia institucionalizada vem sendo chamada de empatia. Milhares de mulheres vem sendo cativadas a acreditar que servirem a monstruosidade psicopata desses narcisistas é ter amor e ser empática com eles, quando eles mesmos são incapazes de empatia.
Minha mensagem final é: Caso você esteja lendo isso e tenha pessoas queridas nesse estado de Síndrome de Estocolmo dentro do queer, por amor a essas pessoas, tente resgatá-las. As chances de que elas estejam servindo os desejos de algum narcisista psicopata são enormes, e elas tendem a perceber isso só depois que o dano já foi causado.
Diferente de identidades construídas em conjunto com o outro, com o mundo, com a materialidade, com a cultura e fortalecidas com os laços sociais de empatia essas "identidades queer" criam um isolamento alucinatório e colocam o sujeito em um mundo à parte dos outros tornando os laços empáticos cada vez mais fracos ou simulados.
O amor máximo possível numa "existência queer" é o amor narcísico, o amor por si mesmo e portanto o outro só é amado enquanto sujeito que cultua sua identidade. Da mesma forma como o único amor possível é o amor de aceitar a adoração do outro pelo seu gênero, qualquer ferida narcísica, qualquer rejeição da identidade causa uma reação violenta. E temos um enorme problema aqui porque essas identidades são instáveis e frágeis, podendo ocasionar explosões a qualquer momento, de modo imprevisível, ferindo quem está ao redor.
O transativismo e o queer vem então, sob pretexto de pregar a empatia, instituir a psicopatia dos seus integrantes onde o não aceitar a soberania da auto-identidade justifica todo tipo de barbaridade. Na verdade, qualquer um que não cultue as auto-identidades deixa imediatamente de ser gente e se torna coisa, objeto, foco de ódio, por vezes de uma comunidade inteira.
Um exemplo perfeito disso é o ódio contra as feministas radicais, pessoas que simplesmente por discordarem da soberania do gênero-nascísico-psicopata perdem o direito a falsa empatia deles e sofrem todo tipo de violência.
A existência queer-psicopata consiste em validar o narcisismo, a ausência de empatia, o comportamento de manipulação mental, emocional e até físico e a violência contra os discordantes. Essa psicopatia institucionalizada vem sendo chamada de empatia. Milhares de mulheres vem sendo cativadas a acreditar que servirem a monstruosidade psicopata desses narcisistas é ter amor e ser empática com eles, quando eles mesmos são incapazes de empatia.
Minha mensagem final é: Caso você esteja lendo isso e tenha pessoas queridas nesse estado de Síndrome de Estocolmo dentro do queer, por amor a essas pessoas, tente resgatá-las. As chances de que elas estejam servindo os desejos de algum narcisista psicopata são enormes, e elas tendem a perceber isso só depois que o dano já foi causado.
"Mulheres trans" e o suicídio da humanidade
As "mulheres trans" ao negarem aceitar a socialização como diferença fundamental entre os gêneros estão negando a si mesmas a única possibilidade de se desobjetificar e de se humanizar. A diferença da socialização masculina e feminina é precisamente a diferença entre objetificação e humanidade.
As "mulheres trans" se fazem objetos de si mesmas, ou objetos do seu próprio desejo, ou ainda, avatares do desejo do patriarcado sobre a mulher. Essa objetificação de si é, de maneira trágica (e para alguns cômica, num sentido kármico), uma evidência de sua socialização masculina, da ausência de humanidade.
Quando a mulher se "avatariza" do desejo patriarcal isso é, como já tratei em diversos textos anteriores, nada mais que um processo de doutrinação que o patriarcado impõe a ela. No caso das "mulheres trans" porém, a quem isso jamais é imposto, pelo contrário, é proibido, o que se evidencia é a natureza objetal do macho e o modo como ele percebe a mulher.
Mulher para o macho, de saia ou não, é uma vestimenta, um objeto, algo estático, sem vontade ou vida, que pode ser apropriado por qualquer um que queira. Assim é também o corpo da "mulher trans" diante da sua fantasia acerca do que é ser mulher, apenas uma massa de modelar, por vezes, ao custo da própria vida.
Se as trans deixassem de lado a auto afirmação, a validação do ego, bem própria do macho vale lembrar, e se prestassem a compreender a socialização feminina, aquilo que impõe à fêmea por considerarem fraqueza, talvez começassem a despertar, lentamente, a percepção de si como pessoas e não coisas.
Enquanto as trans negam o abismo entre elas e as mulheres (evidenciando esse mesmo abismo das formas mais violentas e masculinas possíveis) o que elas tem feito é se privado de se humanizar. Se privado de criar empatia, de criar laços, de entender a tragédia do patriarcado. Assim deixam de ver também a tragédia de si mesmas, de terem sido vítimas da própria objetificação existencial.
Quando eu leio o SCUM Manifesto (e eu sempre volto a ler) eu busco aceitar o que daquilo tudo que a Solanas disse que ainda existe em mim. Se leio com negação reafirmo minha identidade mas perco a oportunidade de aprender a ser gente. E eu quero aprender a ser gente.
As "mulheres trans" se fazem objetos de si mesmas, ou objetos do seu próprio desejo, ou ainda, avatares do desejo do patriarcado sobre a mulher. Essa objetificação de si é, de maneira trágica (e para alguns cômica, num sentido kármico), uma evidência de sua socialização masculina, da ausência de humanidade.
Quando a mulher se "avatariza" do desejo patriarcal isso é, como já tratei em diversos textos anteriores, nada mais que um processo de doutrinação que o patriarcado impõe a ela. No caso das "mulheres trans" porém, a quem isso jamais é imposto, pelo contrário, é proibido, o que se evidencia é a natureza objetal do macho e o modo como ele percebe a mulher.
Mulher para o macho, de saia ou não, é uma vestimenta, um objeto, algo estático, sem vontade ou vida, que pode ser apropriado por qualquer um que queira. Assim é também o corpo da "mulher trans" diante da sua fantasia acerca do que é ser mulher, apenas uma massa de modelar, por vezes, ao custo da própria vida.
Se as trans deixassem de lado a auto afirmação, a validação do ego, bem própria do macho vale lembrar, e se prestassem a compreender a socialização feminina, aquilo que impõe à fêmea por considerarem fraqueza, talvez começassem a despertar, lentamente, a percepção de si como pessoas e não coisas.
Enquanto as trans negam o abismo entre elas e as mulheres (evidenciando esse mesmo abismo das formas mais violentas e masculinas possíveis) o que elas tem feito é se privado de se humanizar. Se privado de criar empatia, de criar laços, de entender a tragédia do patriarcado. Assim deixam de ver também a tragédia de si mesmas, de terem sido vítimas da própria objetificação existencial.
Quando eu leio o SCUM Manifesto (e eu sempre volto a ler) eu busco aceitar o que daquilo tudo que a Solanas disse que ainda existe em mim. Se leio com negação reafirmo minha identidade mas perco a oportunidade de aprender a ser gente. E eu quero aprender a ser gente.
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